Se pretende usar o LInux é bom aprender fazer isso
0 Comments Published Fevereiro 25th, 2007 in Sem CategoriaComo instatlar programas a partir do código-fonte tutorial de Carlos Morimoto, criador do Kurumin LInux e do Site Guia do Hardware.
Os pacotes com código fonte, distribuídos na forma dos famosos pacotes .tar.gz ou .tar.bz2, são o formato mais universal, porém ao mesmo tempo o mais complicado de instalar, que você deixa como um último recurso a lançar mão quando não encontrar um pacote atualizado do programa desejado.
Para instalá-los, é necessário, em primeiro lugar, ter instalado um conjunto de compiladores, incluindo o gcc e g++, ferramentas como o make, autoconf, diff e patch, e bibliotecas, como o binutils-dev, libc6-dev. Este “kit básico” é instalado ao marcar a categoria “desenvolvimento” (ou development) durante a instalação de várias distribuições. No caso do Kurumin, você tem pré-instalados os compiladores mais usados e você pode instalar outros necessários através do Synaptic, ou manualmente através do apt-get.
Uma dica é que todos os pacotes cujo nome termina com “-dev” são justamente bibliotecas de desenvolvimento, que podem ser necessárias ao compilar determinados programas. Quando o instalador reclama da falta de bibliotecas ou arquivos do X, provavelmente ele está dando falta do pacote “xlibs-dev”, quando reclamar da falta de arquivos do KDE, provavelmente está pedindo o pacote “libqt3-dev” e assim por diante. A maior dificuldade em compilar programas complexos está justamente em localizar e instalar o conjunto de bibliotecas de que ele precisa.
Se os pré-requisitos estiverem em ordem, a compilação em si é feita descompactado o arquivo (usando o comando “tar -zxvf pacote.tar.gz” ou “tar -jxvf pacote.tar.bz2″ ou descompactando pelo próprio Konqueror), acessando a pasta que será criada e rodando três comandos básicos:
$ ./configure
$ make
# make install
O “./configure” executa um script (dentro da pasta do programa), que verifica o sistema, em busca dos componentes de que precisa. Ele avisa caso algo esteja faltando, como neste erro que apareceu ao tentar compilar o Qemu:
ERROR: QEMU requires SDL or Cocoa for graphical output
To build QEMU with graphical output configure with –disable-gfx-check
Note that this will disable all output from the virtual graphics card.
Neste exemplo, está faltando a biblioteca de desenvolvimento do SDL. Quase sempre, os pacotes que contêm bibliotecas começam com “lib” e os pacotes de desenvolvimento terminam com “-dev”. Procurando no http://www.debian.org por um pacote que comece com “lib”, termine com “-dev” e tenha “sdl” no meio, você chega ao “libsdl1.2-dev”, que é justamente o pacote que estava faltando neste caso :). Em casos onde a solução parecer mais difícil, a melhor opção é fazer uma busca no Google, usando parte da mensagem de erro.
O “make” cuida do trabalho pesado, fazendo a compilação propriamente dita. Ele se baseia nas informações deixadas pelo “./configure” para encontrar os componentes de que precisa.
Finalmente, temos o “make install”, que finalmente instala o programa, copiando os arquivos gerados pelo make para as pastas corretas do sistema. Ao contrário dos dois primeiros comandos, ele precisa ser executado como root, já que envolve fazer alterações no sistema.
Apesar destes três comandos serem um padrão adotado na maioria dos pacotes, eles não são necessariamente uma regra. Muitos programas usam sistemas simplificados de instalação ou mesmo scripts próprios, por isso é sempre bom dar uma olhada no arquivo “INSTALL” ou “README” dentro da pasta, que explica os passos necessários. Em geral, os programas instalados a partir dos fontes não criam os ícones no menu. Você precisa chamar o programa via linha de comando ou criar os ícones manualmente.
Nas distribuições derivadas do Debian, uma dica com relação às dependências e bibliotecas é usar o auto-apt, um programa que verifica as mensagens de erro geradas durante a compilação e procura instalar via apt-get os componentes necessários para concluir a compilação. Ele não é perfeito: muitas vezes se perde ou tenta instalar pacotes desnecessários, mas realmente ajuda em muitos casos. Você pode instalá-lo via apt-get:
# apt-get install auto-apt
Depois de instalado, execute (nesta ordem) os comandos “auto-apt update”, “auto-apt updatedb” e “auto-apt update-local”, que geram a base de dados que ele usa para fazer seu trabalho. Depois de tudo pronto, você passa a executar os comandos de compilação dos pacotes através dele, usando o comando “auto-apt run” seguido pelo comando, como em:
# auto-apt run ./configure
# auto-apt run make
Atualmente tenho usado o Kurumin Linux, é uma boa distribuição, mas as vezes precisa de um pouco mais de toque profissional. Depois de pesquisar bastante, decidi experimentar o Opensuse. Linux é isso, liberdade de escolha e de opiniões também. Escolha uma distro que mais te agrade e comece a usá-la, se não gostar, mude. O importante é não deixar que que uma gigante monopolista e ileal decida por você.
Esse texto foi baseado(copiado praticamente) do Guia Foca Linux, um ótimo lugar pra você consultar sobre o Linux, seja qual for a distribuição que você prefira.
http://focalinux.cipsga.org.br/gol.html
O Linux é um sistema operacional criado em 1991 por Linus Torvalds na universidade de Helsinki na Finlândia. É um sistema Operacional de código aberto distribuído gratuitamente pela Internet. Seu código fonte é liberado como Free Software (software livre) o aviso de copyright do kernel feito por Linus descreve detalhadamente isto e mesmo ele não pode fechar o sistema para que seja usado apenas comercialmente.
Isto quer dizer que você não precisa pagar nada para usar o Linux, e não é crime fazer cópias para instalar em outros computadores, nós inclusive incentivamos você a fazer isto. Ser um sistema de código aberto pode explicar a performance, estabilidade e velocidade em que novos recursos são adicionados ao sistema.
Para rodar o Linux você precisa, no mínimo, de um computador 386 SX com 2 MB de memória (para um kernel até a série 2.2.x) ou 4MB (para kernels 2.4 e superiores) e 40MB disponíveis em seu disco rígido para uma instalação básica e funcional.
O sistema segue o padrão POSIX que é o mesmo usado por sistemas UNIX e suas variantes. Assim, aprendendo o Linux você não encontrará muita dificuldade em operar um sistema do tipo UNIX, FreeBSD, HPUX, SunOS, etc., bastando apenas aprender alguns detalhes encontrados em cada sistema.
O código fonte aberto permite que qualquer pessoa veja como o sistema funciona (útil para aprendizado), corrija alguma problema ou faça alguma sugestão sobre sua melhoria, esse é um dos motivos de seu rápido crescimento, do aumento da compatibilidade de periféricos (como novas placas sendo suportadas logo após seu lançamento) e de sua estabilidade.
Outro ponto em que ele se destaca é o suporte que oferece a placas, CD-Roms e outros tipos de dispositivos de última geração e mais antigos (a maioria deles já ultrapassados e sendo completamente suportados pelo sistema operacional). Este é um ponto forte para empresas que desejam manter seus micros em funcionamento e pretendem investir em avanços tecnológicos com as máquinas que possui.
Hoje o Linux é desenvolvido por milhares de pessoas espalhadas pelo mundo, cada uma fazendo sua contribuição ou mantendo alguma parte do kernel gratuitamente. Linus Torvalds ainda trabalha em seu desenvolvimento e também ajuda na coordenação entre os desenvolvedores.
O suporte ao sistema também se destaca como sendo o mais eficiente e rápido do que qualquer programa comercial disponível no mercado. Existem centenas de consultores especializados espalhados ao redor do mundo. Você pode se inscrever em uma lista de discussão e relatar sua dúvida ou alguma falha, e sua mensagem será vista por centenas de usuários na Internet e algum irá te ajudar ou avisará as pessoas responsáveis sobre a falha encontrada para devida correção.
1.3.1 Algumas Características do Linux
* É livre e desenvolvido voluntariamente por programadores experientes, hackers, e contribuidores espalhados ao redor do mundo que tem como objetivo a contribuição para a melhoria e crescimento deste sistema operacional.
Muitos deles estavam cansados do excesso de propaganda (Marketing) e baixa qualidade de sistemas comerciais existentes
* Convivem sem nenhum tipo de conflito com outros sistemas operacionais (com o DOS, Windows, OS/2) no mesmo computador.
* Multitarefa real
* Multiusuário
* Suporte a nomes extensos de arquivos e diretórios (255 caracteres)
* Conectividade com outros tipos de plataformas como Apple, Sun, Macintosh, Sparc, Alpha, PowerPc, ARM, Unix, Windows, DOS, etc.
* Proteção entre processos executados na memória RAM
* Suporte a mais de 63 terminais virtuais (consoles)
* Modularização - O GNU/Linux somente carrega para a memória o que é usado durante o processamento, liberando totalmente a memória assim que o programa/dispositivo é finalizado
* Devido a modularização, os drivers dos periféricos e recursos do sistema podem ser carregados e removidos completamente da memória RAM a qualquer momento. Os drivers (módulos) ocupam pouco espaço quando carregados na memória RAM (cerca de 6Kb para a Placa de rede NE 2000, por exemplo)
* Não há a necessidade de se reiniciar o sistema após a modificar a configuração de qualquer periférico ou parâmetros de rede. Somente é necessário reiniciar o sistema no caso de uma instalação interna de um novo periférico, falha em algum hardware (queima do processador, placa mãe, etc.).
* Não precisa de um processador potente para funcionar. O sistema roda bem em computadores 386Sx 25 com 4MB de memória RAM (sem rodar o sistema gráfico X, que é recomendado 8MB de RAM). Já pensou no seu desempenho em um Pentium ![]()
* O crescimento e novas versões do sistema não provocam lentidão, pelo contrário, a cada nova versão os desenvolvedores procuram buscar maior compatibilidade, acrescentar recursos úteis e melhor desempenho do sistema (como o que aconteceu na passagem do kernel 2.0.x para 2.2.x).
* Não é requerida uma licença para seu uso. O GNU/Linux é licenciado de acordo com os termos da GPL.
* Acessa corretamente discos formatados pelo DOS, Windows, Novell, OS/2, NTFS, SunOS, Amiga, Atari, Mac, etc.
* Utiliza permissões de acesso a arquivos, diretórios e programas em execução na memória RAM.
* O LINUX NÃO É VULNERÁVEL A VÍRUS! Devido a separação de privilégios entre processos e respeitadas as recomendações padrão de política de segurança e uso de contas privilegiadas (como a de root, como veremos adiante), programas como vírus tornam-se inúteis pois tem sua ação limitada pelas restrições de acesso do sistema de arquivos e execução.
Frequentemente são criados exploits que tentam se aproveitar de falhas existentes em sistemas desatualizados e usa-las para danificar o sistema. Erroneamente este tipo de ataque é classificado como vírus por pessoas mal informadas e são resolvidas com sistemas bem mantidos. Em geral, usando uma boa distribuição que tenha um bom sistema de atualização resolve em 99.9% os problemas com exploits. Qualquer programa (nocivo ou não) poderá alterar partes do sistema que possui permissões (será abordado como alterar permissões e tornar seu sistema mais restrito no decorrer do guia).
* Rede TCP/IP mais rápida que no Windows e tem sua pilha constantemente melhorada. O GNU/Linux tem suporte nativo a redes TCP/IP e não depende de uma camada intermediária como o WinSock. Em acessos via modem a Internet, a velocidade de transmissão é 10% maior.
Jogadores do Quake ou qualquer outro tipo de jogo via Internet preferem o GNU/Linux por causa da maior velocidade do Jogo em rede. É fácil rodar um servidor Quake em seu computador e assim jogar contra vários adversários via Internet.
* Roda aplicações DOS através do DOSEMU, QEMU, BOCHS. Para se ter uma idéia, é possível dar o boot em um sistema DOS qualquer dentro dele e ao mesmo tempo usar a multitarefa deste sistema.
* Roda aplicações Windows através do WINE.
* Suporte a dispositivos infravermelho.
* Suporte a rede via rádio amador.
* Suporte a dispositivos Plug-and-Play.
* Suporte a dispositivos USB.
* Suporte a Fireware.
* Dispositivos Wireless.
* Vários tipos de firewalls de alta qualidade e com grande poder de segurança de graça.
* Roteamento estático e dinâmico de pacotes.
* Ponte entre Redes.
* Proxy Tradicional e Transparente.
* Possui recursos para atender a mais de um endereço IP na mesma placa de rede, sendo muito útil para situações de manutenção em servidores de redes ou para a emulação de “mais computadores” virtualmente.
O servidor WEB e FTP podem estar localizados no mesmo computador, mas o usuário que se conecta tem a impressão que a rede possui servidores diferentes.
* O sistema de arquivos usado pelo GNU/Linux (Ext2,Ext3, Reseifers) organiza os arquivos de forma inteligente evitando a fragmentação e fazendo-o um poderoso sistema para aplicações multi-usuárias exigentes e gravações intensivas.
* Permite a montagem de um servidor Web, E-mail, News, etc. com um baixo custo e alta performance. O melhor servidor Web do mercado, o Apache, é distribuído gratuitamente junto com a maioria das distribuições Linux. O mesmo acontece com o Sendmail.
* Por ser um sistema operacional de código aberto, você pode ver o que o código fonte (instruções digitadadas pelo programador) faz e adapta-lo as suas necessidades ou de sua empresa. Esta característica é uma segurança a mais para empresas sérias e outros que não querem ter seus dados roubados (você não sabe o que um sistema sem código fonte faz na realidade enquanto esta processando o programa).
* Suporte a diversos dispositivos e periféricos disponíveis no mercado, tanto os novos como obsoletos.
* Pode ser executado em 10 arquiteturas diferentes (Intel, Macintosh, Alpha, Arm, etc.).
* Consultores técnicos especializados no suporte ao sistema espalhados por todo o mundo.
* Entre muitas outras características que você descobrirá durante o uso do sistema.
Sem falar que um sem números de empresas que precisam de um sistema estável, imune a falhas, usam o Linux, a rede MacDonalds, a Citroen possue 20 mil computadores rodando o Suse Linux,o portal de vendas da Globo.com, você pode até ter um celular rodando um sistema Linux, Centros Médicos e laboratórios que precisam processar e enviar dados de exames urgentes, o Linux tambem está presente em sistemas de monitoração de usinas nucleares, termoelétricas em que não pode haver uma mínima falha, computadores desktops da Nasa rodam Linux, centro de informáticas de universidades com USP, UNICAMP, etc, usam LInux em seus laboratórios de informática, enfim tudo depende de como é configurado e para que é configurado, logicamente que uma dona Maria que fez o curso de Windows, achando que estava fazendo informática, não irá saber configurar um sistema Linux, a não ser que queira aprender…o windows não é de todo ruim, apenas a Microsoft, tem uma política extorsiva de lucros, cobrando preços abusivos por um sistema colorido, mas fraco…
Se você quer ou tem curiosidade em conhecer o Linux, ou melhor o GnuLinux, deve estar perdido nas inumeras distribuições que tem por aí, mas vamos com calma.
Com o tempo, vou usar tudo(?) o que encontrei sobre o Linux e suas variadas formas.Vou disponibilizar opiniões e artigos reunidos por quem perde as madrugadas tentando aprender sobre Linux…
Quer tiver sugestões…
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